ESTOU TATUANDO EM NOVO ENDEREÇO!!!

sábado, 1 de maio de 2010

Almas Isoladas


Retiro-me da cidade
Rumo a lugares sombrios e desertos
Sob a garoa da noite, caminho em becos escuros


Lá, encontro o que muitos buscam na escuridão
Um momentâneo prazer, algo vazio e sem vida
Pobres almas isoladas
Que se deixam levar pelo fascínio ao oculto
A um enrustido altar de sacrifícios ao maligno
Lugar onde suas vidas são atraídas pelo louvor à morte


A melodia que se ouve é o lamento de suas almas sendo violentadas
Tendo sua pureza tomada à força
Enquanto
Seus espíritos são esquartejados lentamente
Em oferendas malditas aos seres do mal


Poucos minutos para a meia-noite
As portas do casarão começam a serem abertas


E o que teremos hoje?


Mais tristeza
Mais depressão


Talvez assistiremos mais uma vez
Ao mesmo masoquismo teatral
Com os gritos de sofrimento ecoando ao fundo
A adoração à própria sombra, o desejo da morte


Será que nada mais nos pode ser acrescentado


Vagando madrugada a dentro
O que se ouve são os gemidos angustiados
De vidas amarguradas que nunca viveram o verdadeiro e intenso amor


O amor que ultrapassa todas as barreiras
Da frieza e morbidez que há nos corações humanos
Amor que suporta e vence todas as adversidades e lutas deste mundo tenebroso
E que foi capaz de derramar o seu próprio sangue por aqueles a quem tanto ama


Este amor rompeu os grilhões da morte
Almas isoladas tem sido encontradas e resgatadas
Por aquele que ressuscitou do mundo dos mortos
Trazendo consigo as chaves das cadeias que as escravizam


Ele vem para trazer um novo sentido a vida
E preencher os corações com verdadeira paz e verdadeiro amor


Por: Edson Moura.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

Desprezo E Solidão

 
Encenei uma peça teatral
Dentro de uma sala de aula


Em uma atuação dramática
Pude expressar todo o sentimento do meu personagem


Que desolado e abatido
Refletia toda a sua angustia
Gerada dentro de uma alma aflita e perturbada


Que durante muitos anos sofreu amargamente
Com a perseguição insana de uma sociedade egoísta
Criada por pessoas individualistas e preconceituosas


Que insistem em excluir do seu convívio
Tudo aquilo que lhes parecem estranho
E que não tem se encaixado com os seus padrões sociais


Abortando com suas ações e palavras
Toda a alegria de uma criança
Que teve os seus sonhos destruídos
Pelas palavras duras de uma professora autoritária


Um ser amargurado com a própria vida
Que um dia despejou sobre um aluno indefeso
Toda a sua revolta Dando a ele o pior dos castigos


A solidão


Num dia em que todos aguardavam ansiosos
A alegria que viria com o tão esperado passeio


Espelhos refletem a cicatriz de um corte profundo
E nos teus olhos eu vejo a depressão


O ônibus de excursão chegou
E levou todos os alunos para o teatro municipal


La eles se divertiram e se alegraram
Enquanto era encenada uma grande e bela apresentação


Todos se emocionaram com os personagens e versos recitados
E aplaudiram entusiasmado o perfeito trabalho


De todos aqueles atores conceituados
Mas uma criança ficou para trás
Um menino deixado sozinho e desprezado
Triste dentro da sua sala de aula
A recitar os poemas da sua própria dor

Pode por ventura uma mãe se esquecer do seu filho?
Do filho do seu ventre!
Mas ainda que essa se esqueça dele
Eu toda via nunca me esquecerei de ti
Diz o Senhor.

Por: Edson Moura.

Reflexos Da Escuridão



Eram cinco horas da manhã quando ela chegou em casa
Seu olhar assustado revelava todo medo que estava dentro de si
E sem dizer nenhuma palavra pôs-se a entrar correndo em seu quarto


Aqui dentro
Portas e janelas fechadas
Horas e horas da vida que se escoa de suas veias


Lá fora
O sol forte quase mortífero
Porém nenhuma luz toca a sua pele e nunca tocara


Bela jovem ao pálido reflexo dos espelhos
Linda até na morte
Morta segue seus dias sepultada
Em um túmulo de solidão


Pois como poderei chamar isso de vida


Caminhar ao anoitecer
vagando por entre túmulos
Alimentando-se dos restos da podridão humana
Buscando nisso satisfazer uma personalidade doentia
Fantasiando uma existência obscura


Não!!!


Eu não posso aceitar esse triste viver
Sendo que no passado nossas vidas eram tão diferentes
E estar junto de ti era para mim mais importante que tudo


Ao seu lado senti as mais fortes emoções
Nos teus braços descobri o calor da paixão
E no seu carinho uma forma de amar


Agora me diz
Como esquecerei de tantas lembranças


O som dos violinos ainda toca tão forte em minha mente
Fecho os olhos e te vejo dançar


Na alegria de cada melodia
Na emoção de cada canção


O salão foi todo seu
e eu não pude te resistir
Uma dança após outra
Noites inteiras sem parar


As festas nunca chegavam ao fim


Ah! Como queríamos que tudo aquilo fosse eterno
Desejávamos que o tempo parasse
Para que assim ele imortalizasse o nosso amor


Mais o que para mim foi apenas um pensamento
Sintetizado em belas palavras
Tornou-se para ti uma incontrolável obsessão


Uma busca insana
Pelo ocultismo sombrio
Que um dia se apresentou perante ti
Dizendo ser o único a possuir aquilo que você tanto desejava


Um sangue amaldiçoado
Que te prometeu não ver mais nos espelhos
A imagem que o tempo tanto insiste em envelhecer


Trazendo em nossas vidas
Uma estaca que dividiu o rumo do nosso caminho
Me fazendo ter que escolher entre a luz e as trevas


Adeus!
Uma palavra de despedida em minha alma
Quando escolhi o melhor caminho


Os antigos casarões estão em ruínas
Breve se tornarão escombros da decadente escuridão
E o que restara do nosso passado
Será a lembrança de um doloroso amor


Em mim
Um novo viver
Uma luz no fim do túnel a qual não rejeitei
Uma porta estreita que estou prestes a abrir


Minha alma banhada em sangue
Jorrado pelo Deus da minha salvação


Em ti
Um entristecer-se ao extremo
Uma rosa que não parou de sangrar
Um corte profundo em teu peito
Que dilacerou sua alma


E te fez descer
Ao mais profundo abismo


Por: Edson Moura.
Sombrio E Tenebroso Desfile Das Sombras

Quando a noite chega e os portões se fecham
Sombras noturnas saltam os muros
Da onde o descanso é eterno
Em busca de algo que muitos não compreendem

Mais o que será isso
Momentos de prazer
Ao ver a carne humana em decomposição
Sentindo tocar o corpo nu
Deitado no mármore frio

Ou será a atraente sensação
De estar em um bosque morto
Aonde os túmulos ocupam o lugar
Das árvores que a muito tempo existiram
E com seus brotos e ramos
Vivificavam todo esse lugar
Que agora se tornou um jardim de pedra

Aonde as flores não nascem
Mais estão sempre presentes
Dia e noite
A murchar e a morrer
Em um eterno funeral

No entanto para mim
Esse palco Tenebroso
Sempre reservou algo mais doentio

No desfile das sombras
Tinha um corredor bem distante da entrada
Aonde habitava uma escultura
Impregnada de mistério
A estátua de uma linda jovem que viveu no século passado

Seu olhar tão triste tão vazio
Me dava o estimulo a inspiração
De um pensamento criador e poético
No entanto carregado de melancolia

E quantas foram as noites em que estive ali
A recitar e declamar o meu mórbido amor
Porém sufocado em angustias
Um dia busquei conhecer e entender
A quilo que tanto rejeitava

Mais não sabia que ao abrir meu coração
Eu veria despedaçar e cair
Os muros da razão humana
Que minha ignorância havia construído

Parece até que foi ontem
Em que eu vi o céu se escurecer
Rapidamente o tempo mudou
Relâmpagos e trovões
Trouxeram fleches de luz e estrondos
Que afugentaram todos que estavam ali


Mas eu não consegui ir embora
Imóvel permaneci em pé
Por varias horas
A olhar e contemplar aquele rosto
Que um dia eu tanto amei

Seus olhos de pedra pareciam chorar
Enquanto a chuva que caia sobre nós
Banhava todo o meu corpo

No fundo também chorei
Por que sabia que aquele era o último dia em que eu a veria
Pois o coração humano
Feito de carne e sangue
Pulsa intensamente por algo mais forte
Do que apenas tristeza e dor
E por mais que esses sentimentos
Tivessem criado raízes profundas em minha alma
Chegada era a hora
Em que eu veria todas as algemas e correntes que me prendiam
Se quebrando ao meu redor

Nesse dia clamei por teu nome Senhor
Abandonando o desejo obsessivo
Que me consumia
E entendendo finalmente que
Quando as esperanças parecerem perdidas
E o triste aviso do fim soar em meus ouvidos

A marcha fúnebre não tocará
Sem que antes todos tenham ouvido dizer :

JESUS! JESUS!

Por: Edson Moura.

terça-feira, 30 de março de 2010

Saviour Machine - The Invasion Of Israel (Legendado)

Matrimônio De Sangue



Desoladas vidas amarguradas não sabem para onde ir
Habitam em refúgios obscuros
Lugares onde podem se esconder


Eu mesma, durante muito tempo, andei em lugares tenebrosos
Vagando por estreitos corredores


Belas esculturas eu vi
Obras arquitetônicas apreciei
No entanto observei que nesse imenso bosque
O choro e os gemidos de dor não poderiam despertar os que agora dormem
Apenas anunciaria a chegada de um novo morador


Diante desse fato, quem pode conter as próprias lágrimas
Em meio ao funeral de quem tanto se ama


Meus olhos tentaram conter o pranto que estava dentro de mim
Mas do que adiantaria isso
Se há muitos séculos chorou o seu coração


Na madrugada fria, o nevoeiro cobriu o vale e suas flores
Densas névoas tentaram esconder a triste realidade em que vivemos
Camuflando a decadência humana


Contudo eu não desisti de caminhar ao seu encontro
E de estar em teus braços


Sendo sua noiva
Não perdi a esperança nem em meio às aflições
Pois sua vinda é certa e os meus olhos a contemplarão


Há muito se me deixou ver o Senhor
Os teus braços se abrindo por nós
E o sangue quente que jorrou do seu coração


Através dos profundos cortes
Existe um sincero e verdadeiro amor


Por isso caminhei a te buscar, sem deixar que a minha chama se apagasse
Pois do seu cálice beberei


À frente vejo uma porta manchada com sangue
Clamando de geração em geração


O noivo está voltando
E um matrimônio de sangue acontecerá


Por: Edson Moura.